O período de quarentena aumentou ainda mais os focos do mosquito da dengue em Balneário Camboriú, que ultrapassa os 500, batendo o recorde em relação ao ano passado, e trazendo um alerta para toda a comunidade, para que continuem fazendo o controle e limpeza dos locais que possam abrigar criadouros do mosquito.

Em especial nos condomínios os cuidados devem ser em relação as piscinas que devem ser tratadas com produtos adequados, ralos de apartamentos principalmente os de veraneio, caixas d’água e cisternas, calhas, áreas comuns, além de outros ambientes que possam conter água acumulada. Segundo a Diretora da Vigilância Ambiental de Balneário Camboriú, Eliane Guedes Casatti, “no início na pandemia houve uma dificuldade dos agentes fiscalizarem as residências, comércio, escolas e condomínios. E com o fechamento desses imóveis, paralização de obras e falta de pessoal para a limpeza, ocorreu a proliferação da fêmea do Aedes Aegypti que é o mosquito da dengue”.

Para o especialista em tratamento de piscinas e proprietário da empresa Pool Piscinas, Anderson Rodrigues, “a maioria dos síndicos compreenderam que as piscinas precisam de cuidados durante todo o ano, através do tratamento da água, das bombas, filtros, rejuntes, escovação das bordas, e outros serviços que garantem a qualidade da água, vida útil das piscinas e evitam a proliferação do mosquito da dengue e surgimento de algas.

Muitas piscinas são feitas de pastilhas e o cálcio da dureza química, quando aplicado na medida certa por especialistas em tratamento de piscinas, fortalece o rejunte evitando que as pastilhas caiam. Anderson explicou que a casa de máquina da piscina não pode parar e a manutenção engloba garantir esses equipamentos em bom funcionamento. Também duas vezes por semana é importante que se faça a retrolavagem nos filtros de areia, pois é ali que armazena as bactérias que caem na água. Esses filtros também devem ser trocados no mínimo 1 vez por ano.

Para Eliane Casati outro problema comum que contribui ainda mais para a proliferação do mosquito da dengue é a falta de cuidados e limpeza das caixas d’água e cisternas, principalmente as que armazenam a água da chuva. Acaba ficando aberturas e com a falta do tratamento desta água, o local é perfeito para a fêmea do mosquito. “Recebemos muitas denúncias também de piscinas de apartamentos, onde não está sendo feito o tratamento correto, e esses proprietários precisam se conscientizar de que podem estar contribuindo para o surgimento de mais criadouros onde os agentes ambientais nem conseguem fiscalizar”, destacou Eliane.

Também estão sendo encontradas larvas do mosquito em banheiros que não estão sendo usados, em especial de apartamentos de temporada, uma vez que as janelas desses banheiros geralmente ficam um pouco abertas. Neste caso o alerta é feito aos zeladores ou síndicos que entram em contato com os proprietários.

Outras dicas do Anderson é com relação aos proprietários de piscinas em apartamentos, casas e coberturas, para sempre terem em casa o cloro estabilizado (60% ativo), ou conferir no site http://poolcleanpiscinas.com.br/ outros tratamentos e produtos que podem ser usados contra as bactérias e fungos.

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