Antes de começar esse artigo vamos esclarecer o que é Benchmarking: é um processo sistemático de comparação das práticas, processos e resultados de uma empresa com as mesmas práticas, processos e resultados de seus concorrentes, visando melhorar sua competitividade.

Ora pois, como dizem os Portugueses, tudo começou com a ideia de expansão da SINQ Condomínios para Portugal e para isso foi necessário entender como é Administrar Condomínios nas terras portuguesas.

Fomos muito bem recebidos pela empresa Querido Condomínio, administradora que possui uma clientela de aproximadamente 60 condomínios e está localizada na cidade do Porto. Ruben e Catia, proprietários da empresa, nos contaram os “causos” de condomínios que ocorrem do outro lado do atlântico. Não ficamos surpresos com os relatos, pois são muito similares aos que tratamos no Brasil, reforçando nossa tese de que os problemas de condomínios só mudam de endereço, mesmo em outro país.

Tirando os problemas cotidianos de condomínios, seguimos nossa conversa para entender as diferenças e similaridades na gestão. Tudo começa com o fato de que a figura mais importante no Brasil, o Síndico, não existe. Certamente, foi o que mais nos chamou a atenção, já que não é possível falar de administração de condomínios sem falar da figura do síndico. Sendo assim, alguém precisa comandar esse condomínio e quem faz esse papel em Portugal é a administradora, é ela que se responsabiliza desde a parte fiscal até as manutenções.

Outro item curioso, são os livros de prestação de contas. Somente são apresentados na Assembleia Geral Ordinária (AGO), não havendo a necessidade de algum morador receber ou assinar antes da AGO. Falando em assembleias, é necessário um quórum de no mínimo 25% dos proprietários presentes para que a assembleia seja considerada válida, caso não alcance esse quórum é remarcada para outra data.

O Código Civil do Brasil possui 27 artigos sobre condomínios enquanto em Portugal o Código Civil possui 24 artigos. Apesar de similares em números, existe muitas diferenças de responsabilidades e as próprias definições/limitações. Pela nossa análise ficou claro, que em Portugal alegislação é mais “flexível” em comparação a nossa.

O recebimento das taxas de condomínio foi algo que nos intrigou, pois o boleto bancário como conhecemos não existe por lá. Existem as faturas, porém muito pouco usado em condomínios, sendo o pagamento nas maiorias das vezes por deposito ou mesmo em dinheiro na administradora.

Ainda em Portugal pudemos participar da maior feira do segmento condominial a CONDEXPO 2019. Onde conhecemos várias empresas que prestam serviços para condomínios e pudemos entender melhor o mercado.

Desta forma, foi muito enriquecedor poder ter trocado experiencias de administração de condomínios em outro país. Sentimos, que o Brasil em alguns aspectos realmente está a frente em relação aos portugueses, porém existem outros serviços que podem rentabilizar as administradoras que no Brasil não são praticados. Nos fez repensar nos processos que executamos e em ideias que são aplicadas lá onde podemos facilmente trazer para o nosso mercado atual, enfim, irá gerar inovações aos nossos clientes e o mercado condominial!

Alexandre Carvalho

Diretor da SINQ Condomínios e Fundador do Connect Síndicos