A vida de um síndico não é nada fácil. São muitas cobranças, reclamações e responsabilidades todos os dias. Dentre as tarefas dessa função, uma das mais importantes é realizar o balancete de condomínio. Com esse documento, é possível demonstrar todas as movimentações financeiras feitas durante o mês. Embora pareça algo simples, a prestação de contas pode gerar muitas dúvidas entre síndicos, principalmente os de primeira viagem. 

O que é um balancete?

Trata-se de um levantamento contábil que relata as receitas e as despesas em um determinado período. A partir disso, ele apresenta o saldo do mês e o atual. O saldo do mês é o resultado da diferença do dinheiro que foi recebido e a quantia que foi gasta. Já o saldo atual consiste no valor total, ou seja, soma-se o que tinha em caixa no mês anterior com o saldo do mês vigente.

Ao analisar todos os balancetes, mês a mês, é possível saber como está à saúde financeira do condomínio. E essas informações são essenciais para fazer uma boa previsão orçamentária, planejar melhorias e reduzir gastos desnecessários. 

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Quais documentos devem compor o balancete?

Fazer um bom balancete não significa apenas apresentar números. É preciso comprovar, por meio de documentos, todas as movimentações financeiras. Assim, é preciso relacionar os documentos de receitas e de despesas. Confira:

  • Relação de receitas

Os documentos são: o relatório dos condôminos adimplentes e inadimplentes; o relatório da previsão de arrecadação, incluindo os valores de multas por atraso da taxa mensal e taxas de serviços; e qualquer outra receita diversas, como por exemplo, o aluguel das áreas comuns do prédio.

  • Relação de despesas

Todas as despesas precisam ser apresentadas: as contas fixas (contratos, folhas de pagamento, impostos, pagamento de seguros); as variáveis (água, luz) e também as extras (manutenções corretivas, obras ou reparos emergenciais).

E qual a periodicidade para apresentar os balancetes?

De acordo com o artigo 1348 do Código Civil, o síndico tem a obrigação de prestar contas anualmente. Nesse momento é recomendado que o Conselho Fiscal apresente um relatório aos demais condôminos informando se recomendam ou não a aprovação das contas. Por isso, o balancete é parte fundamental desse processo. É através da análise mensal dos balancetes que os conselheiros podem verificar se o síndico está realizando a administração financeira do condomínio de forma equilibrada. 

O papel do balancete na relação do síndico com o Conselho Fiscal

O balancete é elaborado pela administradora e deve ser organizado de tal forma que qualquer pessoa consiga identificar as partes que a compõem. Sendo muitas vezes utilizado abas para separar os documentos. T

odos os comprovantes, notas fiscais e extratos precisam estar sempre bem legíveis.  Hoje em dia algumas administradoras já utilizam o balancete digital. Além de evitar o extravio de documentos, o balancete digital agiliza a análise, pois pode se disponibilizado ao conselho de forma simultânea.

Desse modo, o balancete é o elo entre Síndico e Conselho Fiscal. Portanto, é fundamental um balancete bem elaborado e detalhado. Para trazer transparência e facilitar a análise. Aproximando o conselho do síndico e do dia-dia da gestão. 

Luiz Otávio Campos Simone | Síndico Profissional há 11 anos | Bacharel em Direito