Você sabia que o perfil do condomínio e de seus condôminos podem influenciar na gestão financeira?

E em época de pandemia a situação fica ainda mais delicada pois até mesmo alguns condôminos empresários e aposentados estão sentindo os efeitos da crise financeira, com um impacto de até 30% de inadimplência no caixa dos condomínios. Segundo a síndica profissional Eliana Caitano de Campos, “vários fatores devem ser analisados para garantir a saúde financeira do condomínio, desde um estudo das profissões e atividades dos condôminos, para saber até que ponto as reservas estão garantidas, revisões e possíveis renegociações de contratos com prestadores de serviços”.

Os síndicos precisam elencar as prioridades dentro das demandas diárias, mantendo a qualidade dos serviços, porém consciente dos gastos. Se por um lado alguns condomínios tiveram que recorrer a garantidoras para manter a receita em dia, outros com taxas condominiais mais altas estão conseguindo manter as contas, sem mexer nas reservas. Também existe o fato de que as áreas comuns estão fechadas e com isso diminuiu-se os custos com as concessionárias. Eliana enfatizou que “toda essa experiência diante da pandemia vai trazer muita aprendizagem para os síndicos, inclusive de como reduzir as despesas no condomínio”.

A Comunicação como ferramenta de gestão

Uma das ferramentas essenciais na gestão dos síndicos neste momento tem sido a comunicação. Para a Síndica Profissional Letícia Duarte, ”vivemos uma situação atípica, um sentimento novo de insegurança, e a comunicação pode facilitar a interação entre os condôminos e os síndicos. A postura do gestor como líder vai dar mais confiabilidade, pois ele tem o papel de integrador da comunidade condominial”, destacou ela.

Dentre as ferramentas de comunicação usadas pelos síndicos estão as listas de transmissão do Whatsapp e Telegram, vídeos, mural no elevador, agenda de horários para atender os moradores, e outras. E a comunicação nunca foi tão necessária dentro dos condomínios como neste momento de pandemia.

Um novo normal tomou conta da vida condominial. São novas Leis e Normas, novas maneiras de se comportar, ter contato uns com os outros e frequentar os espaços e áreas comuns.  “A conduta do síndico foi mudada completamente para atender os desafios, as ocorrências e necessidades dos moradores. São tempos difíceis, inovadores tanto para quem administra como para quem reside e trabalha nos condomínios”, destacou Eliana.

Podemos citar algumas rotinas que mudaram como: a pessoa que está trabalhando em home office até de madrugada, a criança que não está indo para a escola e faz barulho até tarde da noite, as pessoas que estão em casa o dia todo, e as vezes esquecem dos horários e acabam fazendo barulho ao ligarem o secador de cabelo, máquina de lavar e outros equipamentos, também ocorrem desavenças entre os vizinhos por motivos diversos como os animais, vagas de garagens, enfim são inúmeros ocorrências que acabaram aumentando com a pandemia. Para tudo isso o síndico precisa tem um controle e inteligência emocional e habilidades para saber qual a melhor forma de agir diante de cada condômino, pois alguns são mais idosos, outros mais jovens.

Síndico multifacetas

E quem disse que o síndico só precisa atuar como um administrador?  O síndico multifacetas é aquele que entende de tudo um pouco. Para começar ele precisa conhecer o seu condomínio do térreo ao último andar. Saber como a máquina condominial funciona e adotar procedimentos de rotina para que esta engrenagem não pare. Além disso precisa atuar como psicólogo, ter conhecimento mínimo sobre as áreas de atuação de seus prestadores de serviços, e ainda entender da legislação condominial e de engenharia.

Fornecedores Condominiais

Os prestadores de serviços sentiram os reflexos da queda dos seus serviços principalmente no começo da pandemia. “Eles estavam apreensivos, com medo da suspensão ou redução de contratos e até insistentes em alguns momentos”, destacou Eliana, lembrando que deve existir um ponto de equilíbrio entre a oferta e a demanda, ainda mais neste momento em que os condomínios não podem extrapolar nos gastos com fornecedores.

Para a Síndica Letícia, “com a pandemia surgiram novos prestadores de serviços em busca de trabalho. Mas eles precisam fazer um valor diferenciado para os condomínios, porque com preço justo é possível firmar uma parceria longa. Também sabemos que existe algumas áreas que faltam profissionais qualificados para atender a demanda dos condomínios’.

Assista a entrevista completa com as síndicas Eliana Caitano de Campos e Letícia Duarte

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