Síndicos buscam novas soluções para aumentar a segurança nos condomínios

O mês de maio foi marcado por uma onda de invasões a condomínios de Balneário Camboriú. Mesmo com a quarentena e os prédios com a maioria dos moradores em casa, os furtos aumentaram significativamente nesse período, o que vem preocupando tanto os síndicos, como condôminos e os setores de segurança do município. Além de estarem sendo divulgados na imprensa, muitos síndicos estão recebendo as imagens dos roubos através dos grupos de whatsApp de síndicos.

São furtos que acontecem a luz do dia e na maioria o alvo são as bicicletas. Através das imagens das câmeras nota-se que grande parte dos ladrões são moradores ou pessoas em situação de rua, ou menores de idade, que se aproveitam do princípio da oportunidade para entrar nos condomínios com mais vulnerabilidades.

Como eles agem

A ação acontece muito rápido. Eles passam em frente ao prédio, observam as entradas, olham para os lados afim de ver se alguém está por perto, e, dão o pulo do gato. Abrem o portão da garagem com muita facilidade, ou a porta de entrada do prédio, sendo a maioria com a fechadura de eletroímã.  

E existe ainda aqueles assaltantes que conseguem abrir a porta em questão de segundos, manipulando o interfone, como que com a experiência de técnicos de empresas de automação.  Percebeu-se que a maioria dos prédios roubados não possuem porteiros, nem portaria remota e eles aproveitam para roubar antes das 8 horas da manhã, horário em que os zeladores ainda não chegaram para trabalhar.

Eles agem sozinhos, em dupla e até quadrilha como aconteceu recentemente num condomínio na rua 1822, onde circularam livremente pela garagem, entre vários carros conseguindo furtar rádios, bicicletas e até documentos.

 E a facilidade em praticar o furto tem levado os marginais a retornarem em seguida aos mesmos condomínios. Um exemplo foi o condomínio Marcus Vinicius, na rua 3144 que sofreu três invasões em menos de uma semana. Outro foi o Edifício Andrelino Werner na rua 620, totalizando 3 bicicletas em 2 ações. Situação parecida também ocorreu na rua 2328, que em dias quase seguidos teve 2 prédios assaltados.

Medidas para dificultar

Segundo o Consultor de Segurança Fernando José Luiz, da empresa 24 Horas Consultoria em Segurança, “Com a maior concentração de pessoas circulando pelo condomínio, os procedimentos de segurança necessitarão de uma redobrada atenção por parte dos síndicos e colaboradores, com a efetivação de medidas que dificultem a ação criminosa”.

Se por um lado os síndicos e condôminos buscam respostas a essa onda de furtos, por outro lado a legislação e a estrutura prisional não ajuda a manter esses assaltantes na cadeia. A polícia prende, a justiça solta. Há casos de marginais com mais de 70 passagens pelas delegacias, circulando livremente pelas ruas da cidade. Sem falar dos casos de menores de idade.

Para conter furtos nesses condomínios sem porteiro e controle de acesso, alguns síndicos estão investindo em fechaduras e dispositivos mais eficientes que inibem a entrada dos ladrões nos condomínios.  Vai depender também de quanto o condomínio quer investir.

Segundo Leandro Zimmermmann, da Smartech Soluções em Automação, o mercado oferece vários tipos de equipamentos como:

 – Controle de acesso por tag ou senha.  Já temos casos de arrombamentos em alguns condomínios, onde mexem nos fios e conseguem abrir a porta;

Eletroímã. Apesar de muito usado em caso de má instalação ou força física também pode ocorrer a abertura da porta.

Botoeira de saída.  Ela libera a porta através de movimento com as mãos, abrindo e fechando automaticamente.

Leitor Facial.  É um sistema que faz um mapeamento dos traços do rosto do usuário e abre as portas.

Fechadura Solenoide. É uma das opções mais seguras para os condomínios, principalmente os que não tem porteiro ou portaria remota, pois possui um pino em aço inox mais resistente.

Travas para portões. São sistemas de travamento automático colocado nas laterais dos portões de garagem, que dificultam a abertura manual.

Até 2030 cerca de 90% por cento das pessoas estarão morando em condomínios. E a maior vantagem de morar em um condomínio ainda é a segurança. Por isso os condomínios estão investindo em novas tecnologias, controle de visitantes, barreiras eletrônicas e alarmes, sistemas de vídeo monitoramento, além da segurança física e remota.

O Consultor Fernando José Luiz lembra que “pode ser feita uma avaliação de Riscos do condomínio, com um preciso diagnóstico mensurando a segurança na sua plenitude, identificando as vulnerabilidades e recomendando as providências estratégicas e técnicas, evita o desperdício nos investimentos”.

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