A instalação de um sistema de energia solar pode gerar dúvidas sobre sua viabilidade para condomínios e residências.
Nesse contexto, a energia solar fotovoltaica destaca-se por sua natureza sustentável, eficiência, segurança e instalação descomplicada, proporcionando uma redução de até 90% nos custos de energia elétrica.
Em 2023, o Brasil já registra mais de 2 milhões de instalações de geração solar distribuída, possibilitando que consumidores residenciais e comerciais gerem sua própria eletricidade. O notável crescimento desse setor nos últimos anos reflete o reconhecimento crescente da viabilidade econômica da energia solar.
Dessa forma, explore conosco as vantagens e desvantagens desse recurso, seu impacto financeiro e custo-benefício.
Segurança jurídica e legislação atual
A saber, o ambiente jurídico da energia solar passou por significativas mudanças recentemente.
Nesse sentido, com a entrada em vigor da Lei 14.300/2022 (conhecida como Margo GD), somada à Resolução Normativa, o investimento em energia solar tornou-se mais seguro para diferentes portes de empreendimentos, seja residencial, industrial ou rural.
No entanto, ao discutir a aplicação prática da energia solar em condomínios urbanos, surge um desafio evidente. A verticalização dos prédios e a disputa por espaço nas áreas comuns dificultam a instalação de painéis solares.
O profissional Kalebe Grun, proprietário da Spin Solar, destaca que: “em muitos casos, dependendo do tamanho do residencial, a área disponível pode atender apenas a uma fração significativa do consumo total do condomínio”.
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Eficiência e viabilidade financeira
Apesar desse desafio, investir em energia solar ainda é uma opção vantajosa. Mesmo cobrindo uma parcela menor do consumo, a economia a longo prazo e os benefícios financeiros são atrativos.
Dessa forma, o aumento constante nas tarifas de energia elétrica torna o investimento em energia solar uma estratégia econômica e sustentável.
Além disso, o especialista em sistema fotovoltaico aborda uma tendência crescente: construtoras incorporando soluções de energia solar desde a fase de projeto.
“Empreendimentos mais inteligentes, que incluem sistemas de captação de água e geração de energia, estão se tornando uma realidade. Isso não apenas valoriza os imóveis, mas também contribui para a construção de comunidades mais sustentáveis”, pontua Kalebe.
Incentivos e descontos
Outro ponto relevante é a flexibilização proporcionada pela Lei 14.300/2022. Assim, os condomínios podem, não apenas gerar parte da sua energia, mas também negociar descontos na fatura elétrica.
“O mercado livre de energia oferece oportunidades para descontos significativos, permitindo que os condomínios alcancem economias substanciais sem realizar investimentos iniciais”, explica Kalebe.
Em conclusão, o profissional enfatizou a importância de observar as experiências internacionais e adaptá-las à realidade brasileira. Isso porque a transição energética é uma necessidade ambiental, bem como, uma oportunidade para inovação e valorização dos empreendimentos.
Ou seja, investir em energia solar para condomínios, além de ser uma escolha sustentável, é também uma estratégia financeiramente inteligente.
Por fim, a busca por soluções inovadoras e a compreensão das oportunidades oferecidas pela legislação atual podem orientar os condomínios em direção a um futuro mais eficiente e sustentável.
