A instalação de carregadores para veículos elétricos já é uma realidade crescente nos condomínios e agora passa a exigir ainda mais atenção. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina publicou a Instrução Normativa nº 23 (IN 23), que regulamenta o Sistema de Alimentação para Veículos Elétricos (SAVE) em edificações de todo o estado.
A nova regra entra em vigor a partir de 25 de junho de 2026 e traz exigências técnicas e de segurança obrigatórias, impactando diretamente síndicos, administradoras e gestores condominiais.
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Síndicos preparados antes mesmo da norma
Muito antes da publicação da normativa, a Associação dos Síndicos de Balneário Camboriú (ASBALC), em parceria com a Condomeeting, já vinha atuando de forma estratégica para orientar, capacitar e preparar síndicos diante das mudanças do setor.
Com conteúdos, eventos e iniciativas práticas, as entidades têm sido fundamentais para levar informação qualificada, segurança jurídica e atualização constante aos profissionais da área.
Inclusive, já está em planejamento um evento técnico exclusivo, onde serão detalhadas todas as diretrizes da IN 23, com orientações práticas e espaço para dúvidas, reforçando assim o compromisso com a boa gestão condominial.
O que muda com a nova IN 23 na prática
A normativa estabelece critérios obrigatórios para a instalação de carregadores elétricos em condomínios, sejam eles novos ou antigos. Ou seja, não importa a idade do prédio, se há ponto de recarga, a regra se aplica.
Entre as principais exigências estão:
- Ponto de desligamento manual em cada pavimento
- Seccionamento da energia elétrica dos carregadores
- Sinalização adequada nas vagas com recarga
- Distanciamento de rotas de fuga e saídas de emergência
- Sistema de detecção de incêndio em áreas cobertas
- Estruturas resistentes ao calor e possíveis reações químicas
Além disso, quando o projeto não se enquadrar nas regras básicas, será necessário um Projeto Baseado em Desempenho (PBD) — com análise técnica completa de riscos.
Segurança contra incêndio
O crescimento dos veículos elétricos trouxe um novo desafio: o risco de incêndios envolvendo baterias de íons de lítio. Esses incêndios são mais complexos por envolver:
- Altas temperaturas
- Risco de reignição
- Liberação de gases tóxicos
Por isso, a normativa foi construída com base em estudos técnicos e ampla participação de especialistas, visando garantir a segurança das edificações e das pessoas.
Atenção redobrada do síndico
A IN 23 deixa claro que a responsabilidade não é apenas técnica — ela também recai sobre a gestão do condomínio. Os responsáveis incluem:
- Responsável técnico pelo projeto
- Empresa instaladora
- Síndico / responsável pelo uso da edificação
Nesse sentido, isso significa que o síndico precisa estar atento, informado e respaldado tecnicamente para evitar riscos e responsabilidades futuras.
Por que essa normativa é um marco para os condomínios
A nova regulamentação acompanha uma tendência inevitável: o crescimento da mobilidade elétrica. Com isso, os condomínios precisam se adaptar para garantir:
- Segurança dos moradores
- Conformidade legal
- Valorização do imóvel
- Gestão profissional e atualizada
Santa Catarina, inclusive, sai na frente com uma normativa que pode servir de referência para todo o Brasil.
Informação é a chave para uma gestão segura
Em conclusão, a chegada da IN 23 reforça um ponto essencial: o síndico precisa estar preparado para as transformações do mercado.
Por isso, nesse cenário, iniciativas como as da ASBALC e da Condomeeting fazem toda a diferença ao antecipar tendências e oferecer suporte técnico de qualidade.
Se você é síndico, gestor ou administrador, este é o momento de se atualizar, revisar seu condomínio e buscar orientação especializada.

