Como sempre digo, ser síndico profissional não é fácil, pois se trata de uma árdua tarefa que tem como objetivo conduzir a gestão de um condomínio edilício.
Por exemplo, na história mais recente, os condomínios residenciais e comerciais ficaram cada vez maiores. Agora, constituídos de uma grande quantidade de unidades autônomas, com áreas comuns repletas de equipamentos de lazer e de segurança.
Isso tudo têm a finalidade de proporcionar mais conforto e bem-estar aos usuários, tornando-se verdadeiros complexos habitacionais ou comerciais.
Acima de tudo, muitos prédios possuem elevadores monitorados, piscinas com hidromassagem, sala fitness, sistema de aproveitamento de água e captação de energia solar. Além de sistemas de segurança com circuito fechado de TV, sensores, alarmes, sistemas automatizados contra incêndio e controles de acesso.
Igualmente, a figura do síndico tende a evoluir para um perfil mais profissional, exigindo maior habilidade e conhecimentos práticos na gestão interna de tais empreendimentos.
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Funções do síndico profissional
Sendo assim, são muitas as funções do síndico profissional, como por exemplo:
- Representar e administrar ativa e passivamente o Condomínio, em juízo ou fora dele, fazendo cumprir as normas da Convenção e do Regimento Interno, bem como executar e fazer executar as deliberações da assembleia;
- Controlar o recebimento das taxas de condomínio, competindo lhe promover, por via executiva, a cobrança judicial das quotas atrasadas;
- Controlar e fiscalizar a utilização das partes comuns do edifício; fiscalizar as condutas das pessoas que moram ou trabalham no condomínio; fiscalizar as mudanças;
- Fiscalizar a realização de reformas e de manutenção nas áreas comuns e nas unidades autônomas do edifício;
- Aplicar os recursos do Condomínio para manutenção e conservação do edifício;
- Planejar o orçamento anual e executar investimentos necessários ao prédio desde que de interesse dos condôminos;
- Efetuar os pagamentos mensais de contas de consumo, dos contratos de prestação de serviços e dos salários dos funcionários;
- Contratar, fiscalizar e efetuar os pagamentos de serviços de manutenção;
- Contratar o seguro predial anual;
- Aplicar as penalidades previstas na Convenção e do Regulamento Interno;
- Convocar Assembleias para tratar de assuntos de interesses dos condôminos e prestar contas periodicamente;
- Mediação de conflitos.
Nos moldes modernos, o gestor condominial necessita de mais tempo para dar conta de suas atribuições, que não são poucas (arrecadar, pagar, cobrar, planejar, fiscalizar, contratar, comprar, realizar manutenção, executar melhorias e prestar contas).
Habilidades que o síndico precisa ter
Então, muito além de “ficar de olho” e representar o condomínio, o síndico profissional precisar ter uma boa base de conhecimento sobre:
- Processos administrativos;
- Controle financeiro;
- Práticas contábeis;
- Administração de pessoal;
- Implantação de rotinas;
- Estratégias para redução de custos;
- Legislação de Condomínio Edilício;
- Legislação tributária;
- Legislação trabalhista;
- Mediações de conflitos;
- Cobrança judicial e extrajudicial;
- Normas técnicas;
- Engenharia predial;
- Normas de segurança do trabalho;
- Normas sindicais e internas;
- Arquivamento de documentos;
- Segurança;
- Tecnologia de informática e de equipamentos e muitos outros.
Então, o leitor verá que ser síndico não é uma tarefa para amadores, pois tem que estar muito bem preparado para atender às exigências do mercado.
Bem como, para ser contratado o síndico profissional terá que demonstrar um currículo à altura de sua função e será sabatinado para que os critérios principais sejam avaliados.
Por isso, conhecimento, certificações, experiência, referências e estrutura de atendimento nunca são demais. Síndico, esteja preparado!
Paulo Sanford Feitosa | Síndico Profissional 5 Estrelas
