Piscinas iluminadas proporcionam lazer também a noite, além de prover maior segurança visual na área comum. Porém, se não for utilizada iluminação de qualidade e realizadas manutenções periódicas, pode-se ter problemas com isso.
Por exemplo, no ínico de janeiro, ocorreu um episódio (veja aqui), em um condomínio na Colômbia, onde quatro pessoas ficaram feridas após descarga elétrica gerada na piscina. A hipótese é que, em decorrência de falta de manutenção, as luzes subaquáticas apresentaram defeito.
Por isso, é preciso que o condomínio tenha consciência dos materiais comprados e da necessidade de manutenção, para não colocar nenhuma vida em risco. A Condomeeting conversou com especialistas para entender mais a respeito:
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Piscinas iluminadas com segurança
É importante destacar que já existem diversas opções seguras de iluminação para piscinas no mercado, fabricadas com o intuito de serem resistentes.
Na hora de criar o projeto para a área comum, os arquitetos precisam encontrar equilíbrio entre beleza, segurança e custo-benefício. Segundo a arquiteta Gabriela Radaelli, o erro é querer economizar na hora da iluminação, optando por luminárias subaquáticas comuns, vendidas em lojas especializadas em piscinas.
“Esse tipo de luminária pode ser eficiente na hora de embelezar, porém recebem voltagem de corrente direta. Ou seja, para acenderem precisam receber 110V ou até 220V. Alguns já sentiram um choque acidental com essa voltagem, mas imaginem isso dentro de uma piscina, com você molhado? Ainda por cima, ninguém conseguirá entrar para resgatar, pois terá o mesmo problema”, explica a especialista em iluminação.
Quando instalado este modelo de luminária, é preciso ter cuidado redobrado com a manutenção periódica, fiação, testes de corrente e ferrugem nos equipamentos. Ainda, é necessário que o quadro de energia fique próximo a piscina, para em caso de emergência ser desativado, bem como dispositivos de segurança, entre eles o DR.
Dessa forma, a alternativa é utilizar a fibra ótica, modelo mais recomendado para piscinas. Neste caso, a caixa de energia fica longe da área comum, funcionando com 12V e zero riscos de choques elétricos.
Além disso, gasta muito menos energia e tem maior rendimento. Apesar do investimento inicial ser maior, o custo-benefício a longo prazo é melhor.
Fibra ótica na iluminação de piscinas
A fibra ótica é uma das opções mais modernas e seguras para iluminação subaquática. Afinal, esse material não conduz eletricidade ou calor.
Ela tem grande capacidade de condução de luz e é encontrada nas seguintes formas de instalação, que podem ser utilizadas de modo complementar:
- Pontual: o sistema pontual, ou endlight, consiste em spots submersos que iluminam e clareiam a água;
- Perimetral: também conhecida como sidelight, é um feixe de fibras dispostas nas laterais da piscina para destacar o seu perímetro.
É responsabilidade do síndico…
Sendo o síndico responsável pelo condomínio e possuir o dever de zelar pelo patrimônio e bem-estar dos moradores, portanto é sua responsabilidade manter as piscinas iluminadas seguras.
Dessa forma, o profissional deve sempre estar atento aos pontos de instalações elétricas e agendar manutenções periódicas.
De acordo com o engenheiro de produção e elétrica, Rogério Huber Jr., “os engenheiros elétricos ou técnicos em eletricidade que realizaram o projeto de instalação e execução da parte elétrica da piscina também são responsáveis. Por isso, devem emitir os respectivos documentos técnicos (ART, RRT) dos órgãos das quais fazem parte”.

Lanume Weiss | Redação Condomeeting
